domingo, 31 de janeiro de 2016

Problemas de uma pessoa pouco asseada

Ao contrário de todas as exigências curriculares e certidões e entrevistas que me exigem quando me candidato a um trabalho, não sou nada exigente quando contrato uma empregada doméstica.

Provavelmente porque as admiro uma vez que conseguem fazer coisas completamente fora do meu alcance de competências, como limpar e passar a ferro, sou pouco exigente com todos os trâmites da contratação.

Se são responsáveis, não badalhocas, não me roubam os vibradores e não dão bufinhas pela casa enquanto aspiram e já me considero um patrão cheio de sorte. Não lhes peço recibos, não sou exigente com a hora de entrada e de saída, nem sequer lhes peço para me fazerem broches; enfim, um santo, eu.


Mas não há nada que me dá mais vontade de enfiar uma vassoura embrulhada em farpas pelas suas coninhas acima quando me telefonam após duas semanas de trabalho a pedir subsídio de férias e de Natal senão "não têm que comer enquanto (estou) de férias".

Voltei à estaca zero: procuro empregada. Ou uma puta que não tenha que fazer durante o dia e saiba limpar. Essas ao menos não pedem subsídios. Ouvi dizer.

2 comentários:

Linda Blue disse...

Olha, eu qualquer dia abraço essa profissão. Nunca vi outra com tantas regalias. Passo a ferro maravilhosamente. Depois aviso-te. (O ordenado não é problema.)

Schnoof disse...

Ela arrependeu-se e voltou. Eu há coisas...